A Maior Fraude Eleitoral da História

A maior fraude eleitoral da história ocorreu na Libéria em 1927 por Charles Dunbar Burgess King
A maior fraude eleitoral da história ocorreu na Libéria
em 1927
No início da República, aqui no País, algumas formas de manipular os votos eram utilizadas. O "Voto de Cabresto", uma fraude eleitoral das mais conhecidas, usava um "Curral Eleitoral" onde vários servos dos coronéis eram forçados a votar nas pessoas em que interessavam-nos. Mas não foi aqui a maior fraude eleitoral da história. Na Libéria, no oeste africano, havia um líder político muito pior que aqueles dos tempos da "República Velha".

Charles Dunbar Burgess King foi um político na Libéria descendente de Américo Liberianos e crioulos de Serra Leoa. Era um membro do Partido True Whig, que governou o país por mais de cem anos (de 1878 a 1980). Charles D.B. King foi procurador-geral de 1904 a 1912, e secretário de estado da Libéria de 1912, até que fora eleito presidente em 1919. Nesta função, Charles D.B. King participou da Paris Peace Conference, 1919 e acompanhou o First Pan-African Congress. Apesar de ser um defensor da reforma, King continuou apoiando o "Clientelismo" - sistema que se baseava numa troca de favores entre representantes e eleitores - e na dominação do Partido True Whig.

Em 1927, na eleição presidencial, Charles D.B. King foi desafiado por Thomas J.R. Faulkner, representante do Partido Popular que defendia uma reforma radical, pedindo a diminuição dos poderes presidenciais, liberdade de expressão, entrada de capital estrangeiro. E, naquela ocasião, King fora reeleito pela segunda vez com 234 000 votos, sendo que na Libéria haviam 15 000 eleitores registrados. Esta vitória de Charles D.B. King acabou sendo considerada por Francis Johnson-Morris, membro da Comissão Nacional Eleitoral, como "a mais manipulada de todas" e listada no Guinness Book of Records de 1982 como a maior fraude eleitoral da história.

Depois de perder a eleição, Thomas J.R. Faulkner acusou muitos membros do Partido True Whig do uso de trabalho escravo em suas casas e venda de crioulos para colônias espanholas. Um relatório feito por uma comissão da Liga das Nações, sob a liderança do jurista britânico Cuthbert Christy, apoiou muitas das alegações de Faulkner e implicou muitos funcionários do governo, incluindo o vice-presidente Allen Yancy que, juntamente com Charles D.B. King, renunciou por causa do escândalo, em dezembro de 1930. Thomas J.R. Faulkner, por sua vez, tentou alcançar a liderança da Libéria novamente em 1931 quando fora derrotado por Edwin Barclay.


 

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